Capitulo 1: Amanhecer na escuridão
Parte I - O Salvador
Para começar eu
gostaria de falar que eu nunca fui religiosa, tanto é que se eu visse esse
texto antes do que me aconteceu eu provavelmente riria mais isso não vem ao
caso. meu nome e Lucy tenho 19 anos nunca fui muito alta sou morena e tenho
olhos castanhos dizem que eu sou parecida com a minha mãe coisa que eu não sei
pois nunca cheguei a conhecer meus pais, eu e meu irmão tínhamos sido adotados
por um casal de idosos que morreram a uns
anos, pensar nisso me faz chorar então prefiro continuar essa historia
sem falar mais deles,bem antes de tudo acontecer eu trabalhava em um mc
donald's, tudo começou no dia 10 de fevereiro aniversario do meu irmão, irmão
se chamava Miguel... Ele se suicidou quando tinha 15 anos e eu apenas 9 por
isso naquele dia eu estava querendo não pensar nele, cheguei do trabalho era
umas 8 da noite eu coloquei o pen drive no som e fui à janela começou a tocar
uma musica eu não me lembro qual era mais era muito melódica o que me deixou
mais triste decidi comer tomar banho e dormir querendo ter uma noite de sono
tranqüila mais eu logo percebi que não teria.
Deitei na cama e
comecei a dormir e tive o sonho mais sombrio que já tinha tido.
Eu Tava em um lugar
muito escuro então eu comecei a andar ate o único local iluminado lá tinha 2...
Eu Acho que a palavra mais especifica para eles é... Anjos, mais não anjos como
a gente vê nos livros infantis mais sim dois homens com asas numa armadura de
combate romana um deles (o que me parecia o mais velho) falava para o outro:
- Você fez a escolha certa Beriel nos dois juntos podemos
enfrentar eles irmão - disse o primeiro anjo Colocando a mão no ombro do tal
Beriel.
- Eu realmente não queria fazer isso... Lúcifer. - disse
Beriel abaixando a cabeça.
Naquele momento eu
acordei não na minha cama como eu esperava mais sim em uma floresta levantei
meio tonta, então que eu ouvi um barulho que me chamou a atenção, no começo era
baixo mais foi aumentando era um som de tambor, misturado com gritos e cantos.
Eu estava pronta pra correr quando uma mão enluvada tampou a minha boca.
Ele me empurrou
atrás de um tronco enquanto ele ainda segurava minha boca, então ele fez um
sinal para eu ficar em silencio soltou minha boca, eu não sei realmente o porquê
que eu fiquei queda, só naquele momento consegui ver o rosto dele, ele estava
mascarado, era uma mascara branca com apenas dois buracos para os olhos alem de
usar, um chapéu tipo aqueles de detetives uma camisa preta e um sobretudo
castanho, ele sacou uma espada, então olhou por cima do tronco nervosamente.
Eu também olhei e vi
uma coisa que ate hoje me assusta, era um bando de uns seres altos com dentes
pingando uma coisa vermelha que eu sabia que era sangue puxando um grupo de
pessoas presas em uma corrente. Apos um 10 minutos da passagem deles o meu
"salvador" guardou a espada olhou para mim.
- Você tem sorte eu estar passando por aqui... o que uma
moça como você esta fazendo na floresta da escuridão?
- Eu... eu... só acordei aqui nem sei onde estou - eu disse
soluçando de medo.
Ele pareceu surpreso
então embainhou a espada foi então que eu vi o tipo físico dele: ele era alto,
meio magro estava usando sapatos pretos (sujos de lama) uma calça também
enlameada.
- Se você quiser sobreviver venha comigo, a não ser que você
queira encontrar aqueles nossos amigos.
- Vamos logo - eu disse. Olha você pode achar esquisito o
que eu fiz mais olha, entre ir para uma floresta sozinha ou continuar com o
cara que salvou a minha vida... preferi seguir ele.
Ele não disse mais
nada depois disso, nos seguimos numa trilha durante o que pareceu horas ate que
chegamos numa casa... melhor dizendo uma mansão ela era grande, o que me fez
pensa em como eu não a tinha visto antes, ele abriu a porta e fez sinal para eu
entrar.
Bem aquela sala
parecia uma mistura de uma sala normal com campo de treinamento e ferraria,
tinha pessoas bebendo, outros lendo e alguns poucos consertando espadas, mais
todos pararam quando eu entrei o "salvador" nem ligou, me levou ate
uma sala e falou para eu entrar, a primeira coisa que eu percebi foi que o
local tinha uma mesa, como aquela de grandes empresários atrás dela tinha um
símbolo parecido com a cruz, mais eu não sabia o porquê mais eu tinha a certeza
que aquele era um símbolo mais antigo...
Ele se sentou na
cadeira atrás da mesa, colocou a espada na mesa foi então que eu vi que a
guarda da espada dele tinha o mesmo símbolo que o da parede.
- Bem - ele começou dizendo - quem é você?
- Eu sou Lucy Angelin - eu disse tentando manter a calma com
aqueles olhos me perfurando como espadas.
Ele me pareceu muito
tenso e falou nervosamente.
- Meu nome não vem ao caso no momento... mais você pode me
chamar de Beriel III, sou o líder desse lugar, a mansão do clã dos anjos
caídos... - ele disse num tom nervoso mais sublime.
Aquele nome me
pareceu familiar mais eu não sabia onde eu o tinha ouvido.
- Você falou que nós estamos na floresta da escuridão...
Mais onde fica esse lugar? - eu disse tentando me livrar do medo.
- bem, a floresta ta em poder do meu clã há umas 2
décadas... quer vinho? - ele falou visivelmente enrolando a resposta.
- não quero vinho, e me de a resposta onde estamos - eu
disse já irritada.
Ele olhou em meus
olhos é falou sombriamente:
- Olha pode parece loucura, mais você esta no inferno... -
ele disse olhando para mim
- Não é possível... - eu não sabia realmente o que fazer.
- Vai esfriar a cabeça... - então ele gritou - Marie mostre
pra minha convidada o quarto dela
Então entrou na sala
uma moça mais alta que eu, morena com um cabelo preto amarrado em um rabo de
cavalo que ia ate um pouco abaixo da cintura, olhos de um castanho meio cruéis
ela me levou pro 2º andar da casa aquela noite eu deitei na cama e percebi que
minha vida tinha mudado.
Parte II - O clã dos renegados
Naquela manha eu
acordei com alguém batendo na minha porta levantei e era o próprio Beriel ele
me olhou.
- Ontem a gente não conseguiu conversar direito ontem,
conseguiu dormir bem?
- Lógico que não dormi direito depois do que você falou! -
disse meio chocada com uma pergunta tão idiota.
- Claro, quer descer para o café? - ele falou entre pequenas
risadas.
- Estou morta de fome! - eu falei.
Nós descemos pelas
escadas e lá estavam uns 20 ou 30 homens e mulheres, a mesa tinha Paes,
cerveja, uísque e vinho, estavam rindo e conversando eles estavam tão
distraídos que nem perceberam quando o Beriel pegou uma garrafa de vinho e uma
cesta de pão e foi ate uma mesa menor mais no canto da sala empurrou uns livros
da mesa e me falou:
- Aqui podemos conversar melhor, mais alguma pergunta? - ele
falou me passando a cesta e enchendo um copo de vinho então ele o entregou para
mim - toma come tem mais lá naquela mesa se você quiser.
- E você não come?
- Eu como separado dos outros, pois eu não gosto de tirar
minha mascara... - ele disse apontando para a mesma mascara branca do dia
anterior.
- Uhmm por que você não a tira? - eu falei na inocência
enquanto engolia o pão com o vinho.
- Porque eu não gosto do que tem embaixo dela... - ele falou
e um tom sóbrio o que me avisou pra mudar de assunto.
- Então... quem são vocês? - eu perguntei olhando pra
aquelas pessoas da mesa maior.
- Somos o que você classifica como... revoltosos,
revolucionários etc... - disse sem muito interesse, como se aquilo fosse chato.
- Você disse que esse lugar estava em posse do seu clã há 20
anos quem comandava antes?
- Bem, antes do meu pai Beriel II dominar essa floresta e
construir essa casa, essa floresta estava em posse do próprio Lúcifer... - ele
falou em um tom emocionado.
- Quantos anos têm esse grupo? - eu falei já interessada
naquela historia.
- Tem mais de 1000 anos, ela foi fundada por Beriel, O caído
que era um anjo... - ele falou
- Como assim um anjo? - eu perguntei.
- Ele era mais que um anjo... ele era um Arcanjo assim como Lúcifer
e Miguel, mais bem agora eu tenho que ir pra patrulha com Leonard e o Cris,
Marie ira cuidar do seu treinamento - ele levantou foi ate a outra mesa então
se levantaram outros dois caras o primeiro baixo com um olhar malvado vestindo
uma jaqueta de couro como aquelas de rockeiros dos anos 60 e o outro era mais
alto e tinha o cabelo negro e um sorriso torto na cara vestia um sobretudo
preto eles foram ate um armário e pegaram suas armas e saíram pela porta.
Naquele momento a
mesma moça de ontem veio falar comigo:
- Oi sou Marie e vou te treinar, venha comigo.
Ela me levou ate um
galpão nos fundos da casa lá avia todo o tipo de espadas, escudos, lanças,
arcos e outras armas cujo nome eu não sabia, ela foi ate uma mesa e procurou
uma espada para mim, a que ela pegou era curta e pesada eu estava me
acostumando com o peso dela quando ela sacou a espada dela.
- Se prepare.
Ela me acertou com a
parte chata da espada bem na cabeça antes de desmaiar eu ouvi
- primeira lição, mantenha a guarda alta.
Então eu apaguei
Capitulo II - Descobertas
Parte III - Conversas ao pé da cama
Naquele dia eu tive
outro sonho, eu estava em um bosque muito bonito, sentados na grama conversando
tinha um casal, uma moça com uma roupa suja e cabelos loiros sujos, ao lado
dela estava um homem alado com os cabelos negros como a noite e a sua armadura
dourada logo eu percebi que se tratava do Arcanjo Beriel, eles estavam muito
felizes ate que o chão começou a tremer então Beriel levantou de salto e se
virou na minha direção foi ai que eu vi como ele era bonito ele tinha a pele
levemente queimada do sol e olhos azuis que transbordavam de poder, ele olhou
para a menina e falou delicadamente:
- Amor tenho que ir, voltarei para te ver em teus sonhos em
breve - então ele levantou vôo, a moça se levantou e eu pode ver seu rosto, ela
tinha olhos castanhos que brilhavam de felicidade e um sorriso imenso na boca.
Depois de ver essa cena eu acordei.
Eu estava em uma
cama macia o que fez pensar se tudo aquilo tinha sido um sonho e se eu não tava
em casa agora, mais ao olhar para o lado eu descobri que não estava. Em uma
cadeira ao lado da cama estava Beriel III ele ainda estava com aquela mascara
mais eu podia ver aqueles olhos azuis cheios de preocupação, foi naquele
momento que eu percebi a semelhança entre o anjo e aquele cara, ele viu que eu
tinha acordado e falou:
- você me deu um susto, lamento por a Marie ter pegado tão
pesado com você - ele disse esfregando as mãos de um modo nervoso.
- Não foi nada... mais o que você teme? se já estamos no
inferno não morremos certo?
- Entenda Lucy há coisas piores que a morte. - ele falou em
um tom sombrio e pesaroso
- Se anjos não morrem o que aconteceu com Beriel? - eu
perguntei pensando no sonho que eu havia tido.
- Não se sabe há cerca de 100 anos atrás ele sumiu, alguns
meses depois foi encontrado meu pai Beriel II com um bilhete falando que aquele
era o herdeiro do Arcanjo Beriel - ele falou dando os ombros.
- Então ele ainda esta vivo?
- Sim - disse ele se levantando - se você não se importa
Marie vai continuar te treinando pois eu tenho uma missão para você.
Apos aquela conversa
eu comecei a me esforçar uma semana depois eu e Marie éramos boas amigas e eu
era uma boa esgrimista eu estava me sentindo bem lá, ou tão bem quanto se pode
se sentir no inferno. todo estava indo bem ate que apos o jantar eu estava
passando na frente do quarto do Beriel e ouvi uma conversa dele com Leonard:
- Você acha realmente isso Beriel? - disse Leonard em um tom
baixíssimo
- Acho Leonard, vamos saber se estou certo depois dessa
missão... - disse Beriel em tom serio
- Mais se isso for verdade o que você vai fazer? - Leonard
falou em tom preocupado
- Eu... eu não sei, eu torço pra estar enganado agora vamos
temos coisas pra preparar para amanha - ouvi passos eu comecei a andar como se
nada tivesse acontecido mais então uma voz atrás de mim me chamou:
- Lucy! - disse Beriel - caso você não o conheça e esse é
Leonard meu braço direito ele teve em varias missões esta semana por isso vocês
ainda não se falaram
Leonard tirou a luva
e pegou minha mãe num gesto cavaleristico foi então que eu vi uma cicatriz em
sua mão ele percebeu que eu olhava para ela
- Se te incomoda eu coloco a luva de volta - ele falou meio
constrangido
- Não, não só como você conseguiu isso - eu perguntei.
- Bem, isso foi presente de combate - ele falou com aquele
mesmo sorriso torto.
- Nossa. - eu pensei em perguntar como mais Beriel me cortou
- Esta na hora de dormir, temos muitas coisas a fazer amanha
boa noite - apos isso saiu andando.
Fui ate minha cama
mais fiquei horas virando na cama, pensando naquelas palavras e no que elas
poderiam dizer ate que tive um sono sem sonhos.
Na manha seguinte
apos o café fui chamada à sala de Beriel quando eu entrei tinha mais duas
pessoas alem dele lá.
Uma delas era Marie
a outra era uma menina baixa mais com uma cara determinada Beriel fez sinal
para eu me sentar
- Essa é Katharinne irmã de Leonard - disse Beriel apontando
para a menina - eu chamei vocês aqui para avisar que vocês têm uma missão
importante
- Missão? como assim, eu não treinei direito - eu falei já
meio desesperada.
- Sim, não há modo melhor de treinar do que fazendo!bem como
eu tava falando e uma missão bem importante, há uma casa do outro lado da
floresta não sei quem a construiu mais temos que descobrir o mapa vai ficar com
a Marie que será a líder dessa missão podem ir daqui a 30 minutos quero vocês
prontas.
Sai da sala
assustada eu ia sair em território inimigo pela primeira vez, sorte que a Marie
ia comigo isso me deixava mais segura nos três fomos ate o armamento e pegamos
armas e mochilas para mantimentos e em 20 minutos saímos.
Eu estava armada de
uma espada que Beriel tinha mandado fazer para mim, andamos ate o anoitecer
quando paramos para comer. pelos cálculos da Marie nos chegaríamos no alvo na
manha seguinte naquela noite eu não dormi.
Parte IV -
Descobertas
Naquela manha
caminhamos sem ter certeza do que veríamos a seguir pelo meio dia chegamos no
campo de visão da casa paramos para comer antes de entrar, e pensar que pro um
triz quase que aquele foi o nosso ultimo banquete. apos terminarmos de comer
entramos na casa e o que aconteceu a seguir e assustador.
Tudo ficou escuro e
me venho uma sensação de pavor puro e eu comecei a ouvir uma voz ela não
parecia vir da escuridão... ela parecia ser a escuridão e aquela voz me falou:
- Luuuucy Lucy, minha pequena Lucy venha para mim - aquela
voz falava no fundo do meu cérebro - tão pequena, tão frágil eu poderia
esmagá-la com as minhas mãos mais não farei isso em vez vou mandar um pequeno
teste para você.
Então eu voltei ao
mundo real as outras duas estavam olhando para mim então percebi que avia feito
algo de errado
- Você esta bem? - disse Katharinne com a mão em meu ombro
- Estou... só tive uma tontura rápida - eu disse
- Vamos entrar logo pra acabar com isso - Marie falou
enquanto abria a porta
Quando entramos à
porta se fechou de um modo que deixou uma mensagem bem clara NINGUEM SAI, apos
sacarmos nossas armas três vozes falando em uníssono falaram:
- Quem ousa entrar em nossa casa? - nesse momento apareceram
três figuras de encapuzadas apareceram
Nos três estávamos
tensas prontas para o combate ai três retiram os capuzes e mostraram ser três
moças relativamente jovens entre 13 e 15 anos no Maximo mais algo me dizia que
elas eram mais poderosas do que aparentavam, e como eu estava certa... quando
Marie correu para atacar a primeira ela simplesmente levantou a mão na hora
Marie parou apos isso a primeira com um movimento jogou Marie na parede então
uma mais morena que me pareceu a mais jovem olhou em meus olhos e disse:
- Então é você...
- Vamos levá-la para o nosso mestre - disse a mais velha e
ao falar isso vez um movimento e no momento seguinte estávamos nos três presas
na parede
Naquele momento eu
sabia que se não me meche-se eu ia descobrir o que era pior que a morte então
eu não sei o que aconteceu que eu ouvi uma voz no fundo da cabeça, não a mesma
de antes mais uma simpática e familiar.
- Vamos criança você sabe o que fazer apenas faça! - então
me passou uma idéia louca pela cabeça
O que acontece a
seguir nem mesmo eu sei o como fiz, eu fechei as mãos me concentrei e as abri
senti uma energia passando pelas minhas mãos quando abri os olhos as três
estavam no chão e nos caímos no chão exaustas ficamos um tempo olhando aquelas
três no chão.
Apos descansar um
pouco caminhamos de volta para a casa, mesmo sem elas falarem uma palavra eu
sabia que elas então com receio sobre mim quando chegamos eu apenas queria
apenas deitar e dormir Marie foi direto para a sala do Beriel e eu direto para
a cama. Acordei com alguém batendo na porta era Marie ela estava seria
- Beriel esta te chamando. - disse ela com um tom sombrio na
voz não sei por que mais eu sabia que estava em uma situação seria.
Capitulo III – Segredos do inferno
Parte V - Dois modos de se ir ao Inferno.
Quando eu entrei na
sala ele estava de costas para mim observando o símbolo da parede.
- Marie me contou tudo o que aconteceu... - ele falou
sobriamente sem se virar.
- Eu realmente não sei como fiz aquilo - Falei em minha
defesa.
- Há dois modos de se entrar no inferno - Disse ele se
virando para mim, então ele pegou a espada e a desembainhou.
- Como assim? Você esta falando do que exatamente? -Eu falei
já assustada.
- O modo mais comum de se vir para aqui é morrendo - Ele
continuava agindo como se eu não estivesse ali,dando de ombros.
- E qual é o segundo modo? -Perguntei mesmo sentido que iria
ser ignorada.
- É sendo convocado - Ele falou me olhando com aqueles olhos
frios e duros, mais eu sentia que tinha outra coisa naquele olhar... Medo
talvez?
- Como assim convocada? -Eu perguntei, rezando pra não levar
uma indireta, ele colocou a espada de lado e pegou um livro médio com a capa verde,
procurando uma pagina rapidamente e então começou a ler:
- “Um demônio ou alma de nível elevado pode convocar outras
almas pro inferno, embora isso seja mais feito por Anjos caídos” - ele fechou o
livro com um movimento rápido.
- Foi isso o que aconteceu comigo, eu foi convocada é isso
que você que dizer? - Vi então um mar de duvidas surgir em minha mente.
- Temo que sim. - Falou se sentando e fazendo sinal para que
eu fizesse o mesmo.
- E o que acontece com o meu corpo? -Perguntei temerosa pela
resposta.
- Bem,varia muito.Geralmente a pessoa desaparece, entra em
coma ou,em outras o corpo continua no automático só que sem a alma o que faz
parecer que a pessoa esta com depressão
ou algo do gênero. -Disse ele sombrio - Pelo o que você me contou com
certeza não esta morta, ainda não.
- Como assim "ainda não"?
- Por enquanto há a chance de você voltar a terra, mas para
isso você precisa saber quem te convocou é ele tem que te liberar - Beriel
falou com um tom de sofrimento como se aquilo lhe trouxe-se más lembranças.
- E quem me convocou? - Perguntei um fio de esperança
surgindo em meio ao terror.
- Não sei.
- E como você tem tanta certeza do que você esta falando?
- Por que eu já vi essa historia antes. - A cada palavra ele
parecia mais distante, como se estivesse perdido em lembranças.
- Há dez anos atrás foram feitas escolhas muito erradas e
uma pessoa inocente pagou por isso. - Foi aqui que decidi fugir daquele assunto,
pois a impressão que ele começaria a chorar crescia. Parecia que o machucava.
- Aquilo que eu fiz foi algum tipo de poder?
Os olhos dele faiscaram
por algum sentimento que não pude dizer de era ódio ou dor. Foi como se alguém
tivesse pisado no pé dele com um salto agulha ou algo parecido e pela primeira
vez eu senti medo dele.
- Esqueça essa história para o seu bem - Ele praticamente
sussurrou.
- Por quê? - Falei, lembrando-me daquelas vozes e na força e
sensação de poder que tinha aparecido.
- Porque há coisas que devem ser esquecidas. - Falou dando
um ponto final naquela discussão, dando de ombros e mudando rápido de assunto.
- Agora vá ajudar Katharinne no armamento.
Sai de lá com muitas
duvidas e com uma sensação de que eu tava deixando escapar algum detalhe
importante, acho que para prevenir que eu pensa-se muito no assunto, ele me
empurrou tanto trabalho que quando eu deitei na cama apaguei. Ou quase isso.
Parte VI - Deus
Naquela noite eu
tive mais que um simples sonho, quando eu conseguir dormir eu
"acordei" na cobertura de um prédio o que era estranho após passar
tanto tempo vivendo no século XVIII,eu estava sozinha até que percebi outra pessoa lá.Era um homem alto
e com o cabelo grisalho,vestindo um terno azul.Ele olhava pela janela a cidade
lá embaixo.Como não consegui ter uma reação,fiquei quieta, parada,até que ele
se virou para mim, então eu vi que ele era bonito para alguém da idade dele.Ele
tinha os olhos do arcanjo Beriel.
- Arcanjo Beriel?-Perguntei, pela semelhança.
- Não, pequena Lucy - Ele falou com um sorriso bondoso, ele
me lembrava aqueles avós de filme americano. O rosto tão atencioso.
- Então quem é o senhor? - Perguntei.
- Eu sou o alfa e o ômega, o primeiro e o ultimo, o começo e
o fim. Eu sou Deus - Ele falou com certa pompa.
- Verdade? -Indaguei meio incrédula.
- Por que eu mentiria? Além do mais, fui eu que te chamei
aqui - Falou ele com uma pequena risada. Daquelas que surgem quando uma criança
tropeça e cai nos primeiros passos.
- Por quê me trouxe aqui? -Continuei meu interrogatório.
- Para te dar avisos.
- Quais? Devem ser importantes para que o senhor em pessoa
me avise.
- Ouça com atenção, tudo bem? Primeiro: O fim do mundo vai
começar.
- O quê? Como assim - Perguntei, um tanto exasperada. Oras, ele
me pegou de surpresa.
- Segundo você tem que impedir Lúcifer - Ele falou calmamente,
como se fosse um aviso como "Coloque o lixo pra fora". Ele deu de
ombros.
- Por quê eu? Por quê o senhor mesmo não faz isso? - Falei, ou
melhor, gritei para ele.
- Criança, essa história de fim do mundo é coisa dos meus
filhos Miguel é Lúcifer, eu não posso me intrometer - Disse colocando a mão no
meu ombro, como se fosse algo obvio sendo explicado pra uma bebê.
- Mas eu não tenho nada a ver com isso!
- Você tem mais a ver com isso do que você poderia imaginar
querida Lucy - Disse ele como se essa frase servisse para tirar todas as
duvidas
- Eu não sei o que fazer, Meu Deus, me ajude - Eu disse me
ajoelhando na frente dele.
Ele me deu a mão e me reergueu, olhando em meus olhos.
- Bem, eu vou te ajudar, fale para Beriel III para ele te
levar para ver quem o senhor da morte, aliás, diga para ele parar de se culpar.
Agora acorde doce Lucy e faça o que deve fazer. -Levantei num pulo, no quarto e
a única coisa que eu tinha na cabeça, era falar com Beriel,o que ia fazer
agora.
Capitulo IV – O
senhor da morte
Parte VII - Treinamento
Sai correndo do
quarto desci a escada e comecei a bater na porta do escritório do Beriel feito
louca, Leonard apareceu e me informou que Beriel tinha saído cedo para uma
missão e que ele voltaria mais à tarde, então não teve jeito tive que esperar
para passar o tempo fui ajudar Katharinne no armamento quando eu cheguei lá ela
estava com um pedaço de ferro em brasa nas mãos ela olhou para mim e sorriu.
- nossa você acordou cedo hoje o que aconteceu? - ela disse
com um sorriso na cara
- é que eu precisava falar com Beriel... - eu falei olhando
as laminas que ela avia feito, e fiquei há quanto tempo ela estava acordada.
- uhmm é mesmo? sobre o que? - ela perguntou enquanto
martelava a lamina na forma de uma espada
- sim, mais não era nada importante - eu falei ainda olhando
a beleza daquelas laminas.
- me passa aquela faca grande que ta atrás de você - ela
falou apontando para uma faca atrás de mim
- do que você sente mais falta do mundo lá de cima? - eu
perguntei enquanto passava a faca para ela
- de nada, minha vida não era boa, e você sente falta de
algo? - ela falou meio pensativa enquanto escrevia algo na lamina
- também não, não tinha namorado nem amigos e meu trabalho
era uma bosta - eu falei meio chocada como eu nunca tinha percebido isso?
- mais uma pronta - disse ela colocando o metal na água - e
triste ver que nossa existência no inferno e melhor que a nossa vida na terra
- é mesmo...
- essa é uma das minhas melhores criações - ao falar isso
ela virou a guarda para mim - é e para você
- para mim!? obrigada - ao pegar a espada eu pode ler a
dedicatória "para Lucy" - o que eu posso fazer para te agradecer?
- bem já é quase meio dia, eu estou ficando sem lenha - ela
falou - pega mais para mim? só avisa o Leonard que você ta saindo, é perigoso
por aqui.
- ta bom
Sai da sala e subi
peguei um pouco de vinho e bebi, nessas semanas ganhei gosto pela bebida
cheguei à sala principal e Leonard estava lendo o mesmo livro verde que eu
tinha visto na sala do Beriel aproveitei a deixa e perguntei.
- que livro é esse?
- essa é uma copia do diário de Beriel Arcanjo - ele
respondeu
- Katharinne me pediu para pegar lenha para ela - ele
levantou o olhar rapidamente
- esta certo só não vá alem do rio - ele falou voltando a
atenção de volta ao livro
Peguei a minha
espada e um tambor sai da casa comecei a pegar madeira seca do chão andei ate
estar à beira do rio, caminhei todo em volta acho que fiquei uma hora fazendo
isso, ate que um som de gritos chegou aos meus ouvidos eu corri na direção do
barulho e quando cheguei lá eu vi algo que me deixou espantada.
Tinha uns 30 demônios
atacando alguém esse alguém ou tava queimando vivo ou era o tocha humana, ele
se movia rápido como um raio hora explodindo os demônios hora os cortando, tudo
estava muito confuso ate que ele parou é a primeira coisa que eu vi foi sua
mascara branca e logo depois eu percebi que o chapéu dele avia caído revelando
um cabelo castanho escuro, ele não parava de fatiar eu fiquei ali parada
chocada com aquilo enquanto ele acabava com eles ate que ele parou guardou a
espada, foi ai que eu percebi que se ele me visse ali eu estaria encrencada eu
virei e corri e logo ouvi os passos dele atrás de mim enquanto gritava.
- Ei! quem é você? volte aqui - ele gritava com muita raiva,
eu corria com todo o meu fôlego quando estávamos quase em casa ele me segurou.
- o que você acha que ta fazendo? - os olhos dele estavam
vermelhos de odio - suma da minha frente e não conte há ninguém
Apos isso eu fui
para o quarto para pensar, com certeza ele tinha poderes também... agora é que
eu precisava falar mesmo com ele sai do quarto e fui ate o escritório dele
quando eu cheguei lá ele estava estudando um mapa junto com Leonard e o outro
cara... acho que o nome dele era Cris, quando eu entrei eles pararam de falar.
- Preciso falar com ela sozinho, depois nos continuamos -
ele falou para os dois que saíram da sala levando o mapa - sente-se Lucy.
- sobre aquilo que eu vi não se preocupe não vou contar a
ninguém - eu falei
- eu fui um idiota me desculpe você me pegou de surpresa -
ele falou constrangido - Leonard falou que você queria falar comigo o que foi?
- bem, eu sonhei com Deus - eu falei já prevendo risos.
- como é? - ele falou incrédulo
- ele me falou que eu tinha que encontrar o senhor da morte
- ele me olhou com um olhar sombrio
- para que você quer ver o senhor da morte? - ele perguntou
devagar
- Deus falou que esta chegando o fim do mundo - ele se
levantou em um salto
- Se isso for verdade você ainda não esta pronta - ele falou
para ele mesmo - vai jantar, amanha eu te espero amanha cedo para nos irmos
treinar.
Eu sai de lá e fui
para o quarto estava ansiosa pela manha seguinte, quando eu levantei me vesti e
desci para a sala onde Beriel me esperava.
- muito bem vamos logo - ele falou saindo pela porta eu dei
uma corridinha pra alcançar ele - se estamos tão perto do fim do mundo vou ter
que fazer isso
- que tipo de treinamento?
- algumas pessoas têm poderes como esses, eu controlo o fogo
- ele disse estralando os dedos fazendo com que uma pequena chama brilha-se - e
você controla o ar.
- como você sabe? - eu perguntei confusa
- isso não vem ao caso, agora eu vou te dar esse livro e de
mostrar um local para você treinar daqui a uma semana vamos lutar - ele disse
num tom irônico - se você não for carbonizada nos primeiros 30 segundos nos
vamos ate a casa do Senhor da morte se não...
- se não o que?
- não queira saber, aqui vai ser seu local de treino esse
livro vai te ensinar melhor do que eu a arte do ar - ele me falou me entregando
um livro azul escrito algo numa língua muito antiga e tinha uma imagem sinistra
atrás era Beriel Arcanjo, mais ele estava em posição de lótus como se estivesse
meditando mais em uma mão ele levava o fogo e na outra uma esfera de ar mais eu
não tinha tempo para pensar naquilo eu tinha que dominar aquele livro em uma
semana.
- não se assuste eu traduzi o resto para você, bom treino -
então ele voltou pela trilha.
A primeira lição era
como "chamar" o poder, bem o treinamento não vem muito ao caso, só
digo que apos sete dias acordando cedo duas arvores derrubadas e uma pedra
partida ao meio eu já me sentia a altura de Beriel.
Naquele dia quando
acordei eu foi para a sala e como eu já imaginava ele estava lá me esperando
nos fomos ate o local, ficamos um encarando o outro ate que ele me atacou,
levantou a mão e atirou uma bola de fogo como se fosse um canhão eu me protegi
com uma parede de fogo, mas ai ele resolveu pegar pesado ele sacou a espada
dele e naquele momento ela se transformou em um chicote de fogo.
- você só pode estar brincado - eu falei incrédula, ele riu
e me atacou chicoteando meus pés quase que eu ficava paraplégica com aquele
ataque ai eu resolvi atacar mandei uma